TUBLUES vem da cidade de Lorena (SP) para encorpar a cena nacional do blues independente.
A banda, que é presença freqüente nos eventos motociclísticos do circuito RJ-SP, sabe como animar uma galera que se emociona ao entoar velhos sucessos como "All your Love", incluída no seu recente CD "Na Batida da Alma".
Nos shows, entre um cover e outro, mandam bala nas suas músicas próprias, que têm as letras que ajudam a propagar a mensagem sui generis do rock: "Como diria Gene Simmons/rock'n'roll all night and party every day" *.
Na entrevista concedida ao site Cifra Club, a banda Tublues fala do seu trabalho e um pouco do blues brasileiro.

1. O blues, no Brasil, teve o seu auge na década de 70. Hoje ele atrai um publico nostálgico, ou sofisticado. Existe a possibilidade de o Blues renovar a sua linguagem para atingir maior publico?
Tublues: É exatamente nossa proposta. A essência do blues é imortal, porém com o passar dos anos, desde Jeff Beck, o gênero foi polido, se tornando cada vez mais rico, complexo e abrangente. O que fazemos é misturar nossas raízes do rock dos anos 70 com o DNA do blues. 

2. O Brasil tem uma linguagem própria para sua produção de blues?
Tublues: Não tem linguagem própria, devido o estilo ser americano. Muitos brasileiros têm sim um estilo próprio e uma sonoridade particular, como é o caso do Celso Blues Boy, mas a raiz é de fora.

3. Vocês são uma banda de Blues/rock setentista, mas com o formato "Power trio". Para os covers, vocês fazem adaptações nos arranjos? E como fazem para não perder toda a "sonzeira" da estrutura do blues?
Tublues: Depende da música. A maioria dos covers que fazemos têm esse formato instrumental Guitarra/Baixo/Bateria. Quando há mais guitarras ou teclado, o arranjo sofre modificações, exigindo mais da guitarra para fazer uma base/solo simultâneas, uma levada de baixo bem encorpada e um som de bateria bem preenchedor.

4. Algumas bandas independentes apresentam uma produção de altíssima qualidade, como é o caso do Tublues. Mesmo assim, vocês estão à procura de se tornarem "dependentes", ou seja, serem contratados por uma Maior?
Tublues: Mais ou menos. Queremos uma gravadora que nos dê condição de tocar o que queremos, mas sem interferir. Nos dê também divulgação na mídia (em todos os meios), distribuição dos CDs, e apoio geral em estruturação, gravação etc.

5. Na opinião de vocês, qual o caminho que deve ser percorrido pelos que querem ser bons músicos de classic rock ou blues?
Tublues: Ouçam os mestres dos anos 50, 60, 70 e alguns dos anos 80. Estudem bastante e o principal: Só façam o que está na veia. Sejam sinceros, senão soará artificial, comercial, oportunista e o público sente isto.

Entrevista do Cifra Club
Por Débora Batello! 

09/01/2002

Na Integra com fotos
http://www.cifraclub.com.br/colunas/oucaessa/index.php?id=27